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O risco de coágulos sanguíneos cerebrais causados pela COVID-19 é dez vezes maior do que o risco pela vacinação contra a doença

O risco de coágulos sanguíneos cerebrais causados pela COVID-19 é dez vezes maior do que o risco pela vacinação contra a doença

O risco de desenvolver trombose1 venosa cerebral devido à COVID-19 foi “muitas vezes” maior do que devido a receber as vacinas AstraZeneca/Oxford ou as vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna, pesquisadores concluíram. Um estudo da Universidade de Oxford, disponível como uma pré-impressão não revisada por pares na plataforma Center for Open Science, estimou que, em comparação com as vacinas de mRNA, o risco de trombose1 venosa cerebral por COVID-19 era cerca de 10 vezes maior. Em comparação com a vacina2 de Oxford, o risco de trombose1 venosa cerebral por COVID-19 foi cerca de 8 vezes maior. Um padrão semelhante foi observado na trombose1 da veia porta3.
1 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
2 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
3 Veia porta: Veia curta e calibrosa formada pela união das veias mesentérica superior e esplênica.
- 29/04/2021
Monitoramento instantâneo da glicose no diabetes tipo 1 ou 2 diminui taxa de complicações agudas do diabetes

Monitoramento instantâneo da glicose no diabetes tipo 1 ou 2 diminui taxa de complicações agudas do diabetes

Estudo publicado pela revista Diabetes1 Care identificou uma importante taxa de queda nas complicações agudas do diabetes1 tanto em pessoas com diabetes tipo 12 quanto tipo 2 após o início do monitoramento instantâneo da glicose3. Houve uma incidência4 significativamente menor de internações por cetoacidose diabética5 e por coma6 relacionado ao diabetes1, o que tem implicações importantes para o tratamento da doença centrada no paciente.
1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
5 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
6 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
- 04/05/2021
Partículas de colesterol HDL estão ligadas a inflamação reduzida e menor risco de doença cardiovascular

Partículas de colesterol HDL estão ligadas a inflamação reduzida e menor risco de doença cardiovascular

O papel da função da lipoproteína de alta densidade (HDL1) na doença cardiovascular representa um importante conceito emergente. Uma avaliação de pacientes no estudo PREVEND, publicado no Circulation, indica que a capacidade anti-inflamatória do HDL1 pode ajudar a identificar pacientes com maior risco de doença cardiovascular. O estudo concluiu que a capacidade anti-inflamatória do HDL1, refletindo a proteção vascular2 contra as etapas principais da aterogênese, foi inversamente associada com eventos cardiovasculares incidentes3 em uma coorte4 da população geral, de modo que adicionar a capacidade anti-inflamatória do HDL1 ao escore de risco de Framingham melhora a previsão de risco.
1 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
2 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
3 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
4 Coorte: Grupo de indivíduos que têm algo em comum ao serem reunidos e que são observados por um determinado período de tempo para que se possa avaliar o que ocorre com eles. É importante que todos os indivíduos sejam observados por todo o período de seguimento, já que informações de uma coorte incompleta podem distorcer o verdadeiro estado das coisas. Por outro lado, o período de tempo em que os indivíduos serão observados deve ser significativo na história natural da doença em questão, para que haja tempo suficiente do risco se manifestar.
- 03/05/2021
Estudo encontra evidências de sobrediagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adolescentes

Estudo encontra evidências de sobrediagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças e adolescentes

Aumentos relatados nos diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) são acompanhados por um crescente debate sobre os fatores subjacentes. O objetivo desse estudo, publicado no JAMA Network Open, foi identificar, avaliar e sintetizar sistematicamente as evidências sobre o sobrediagnóstico1 dessa doença em crianças e adolescentes. Foram encontradas evidências convincentes de que o TDAH é sobrediagnosticado nessa população. Para indivíduos com sintomas2 mais leves, em particular, os danos associados a um diagnóstico3 de TDAH podem muitas vezes superar os benefícios.
1 Sobrediagnóstico: Diagnóstico de uma doença que nunca provocará sintomas ou a morte de um(a) paciente.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
- 28/04/2021

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