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Novo anticoagulante não apresenta risco de hemorragia: sua ação pode ser rapidamente interrompida

Novo anticoagulante não apresenta risco de hemorragia: sua ação pode ser rapidamente interrompida

Os tratamentos anticoagulantes1 são cruciais para o tratamento de muitas condições, como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral2 e trombose3 venosa. As opções atuais, no entanto, acarretam um risco inerente de hemorragia4 grave devido a trauma ou eventos imprevistos. Uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo anticoagulante5, projetado para ter uma atividade reversível sob demanda, com um “antídoto” de ação rápida. Esta abordagem poderia revolucionar o uso de anticoagulantes1 em cirurgia ou outras aplicações. O mecanismo de ativação e desativação do princípio ativo também poderia ser utilizado na imunoterapia. Esses resultados foram publicados na revista Nature Biotechnology.
1 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
2 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
3 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
4 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
5 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
O ato de habitualmente morder a boca está frequentemente associado ao estresse e à ansiedade

O ato de habitualmente morder a boca está frequentemente associado ao estresse e à ansiedade

O hábito compulsivo de morder a boca1, tanto os lábios quanto a parte interna da bochecha2, é muito mais comum do que se imagina. Classificado como um comportamento repetitivo focado no corpo, o hábito é considerado mais comum entre aqueles que lidam com estresse ou ansiedade. Em um estudo publicado na revista BioMed Research International, os pesquisadores investigaram a mastigação como um comportamento de enfrentamento do estresse. O estudo aponta que a mastigação sob condições estressantes atenua os aumentos induzidos pelo estresse na corticosterona plasmática e nas catecolaminas, bem como a expressão de substâncias relacionadas ao estresse, como fatores neurotróficos e óxido nítrico. Além disso, a mastigação reduz as alterações induzidas pelo estresse na morfologia do sistema nervoso central3, especialmente no hipocampo4 e no hipotálamo5.
1 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
2 Bochecha:
3 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Hipocampo: Elevação curva da substância cinzenta, que se estende ao longo de todo o assoalho no corno temporal do ventrículo lateral (Tradução livre de Córtex Entorrinal; Via Perfurante;
5 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
Bomba cardíaca implantável pode permitir que crianças esperem por transplantes em casa

Bomba cardíaca implantável pode permitir que crianças esperem por transplantes em casa

Em um estudo publicado no Journal of Heart and Lung Transplantation, pesquisadores descrevem os resultados de uma bomba cardíaca implantável (Jarvik 2015) que poderia ajudar crianças com insuficiência cardíaca1 que aguardam transplantes a renunciar aos dispositivos volumosos que exigem longas internações hospitalares. Em média, as crianças usaram o dispositivo durante 115 dias. Todas as sete sobreviveram e cinco receberam transplantes de coração2. Das outras duas, uma se recuperou espontaneamente enquanto a outra mudou para um dispositivo que também suporta a função do ventrículo direito após a falha do lado direito do coração2, sem relação com o Jarvik 2015.
1 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
Condições autoimunes foram associadas a genes do cromossomo X reativados

Condições autoimunes foram associadas a genes do cromossomo X reativados

As fêmeas de mamíferos têm um risco maior de desenvolver doenças autoimunes1, como o lúpus2. Agora, um estudo em camundongos, publicado na revista Science Advances, sugere que o motivo disso pode ser uma falha na inativação de uma cópia do cromossomo3 X em fêmeas de mamíferos à medida que envelhecem, fazendo com que cópias extras de genes que deveriam estar permanentemente desligadas sejam reativadas.
1 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
2 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
3 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
Cientistas identificam as células cerebrais que regulam a inflamação e descobrem como elas controlam a resposta imunológica

Cientistas identificam as células cerebrais que regulam a inflamação e descobrem como elas controlam a resposta imunológica

Cientistas sabem há muito tempo que o cérebro1 desempenha um papel no sistema imunológico2 – mas como isso acontece tem sido um mistério. Agora, pesquisadores identificaram células3 no tronco cerebral4 que detectam sinais5 imunológicos provenientes da periferia do corpo e atuam como reguladores mestres da resposta inflamatória do corpo. Em um artigo publicado na revista Nature, eles descrevem esse circuito corpo-cérebro1 que regula as respostas inflamatórias do corpo.
1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
5 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
Injeção única de anticorpo monoclonal protegeu crianças contra a malária

Injeção única de anticorpo monoclonal protegeu crianças contra a malária

Uma única injeção subcutânea1 de um anticorpo2 monoclonal experimental foi segura e eficaz na prevenção da malária em crianças em Mali, de acordo com um estudo publicado no The New England Journal of Medicine. Entre 225 crianças com idades entre 6 e 10 anos, 48% das que receberam uma dose de 150 mg do anticorpo2 monoclonal L9LS e 40% das que receberam uma dose de 300 mg ficaram infectadas com Plasmodium falciparum em comparação com 81% das que receberam placebo3, o que se traduziu em uma eficácia de 66% e 70% para as duas doses, respectivamente, em comparação com o placebo3.
1 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
2 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
3 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.

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