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Interromper os antidepressivos causa sintomas em uma em cada seis pessoas, estima estudo

Interromper os antidepressivos causa sintomas em uma em cada seis pessoas, estima estudo

Uma análise publicada no The Lancet Psychiatry descobriu que quase um terço (31%) das pessoas que pararam de tomar um antidepressivo experimentaram pelo menos um sintoma1, como tontura2, dor de cabeça3, náusea4, insônia ou irritabilidade. Em cerca de 3% dos pacientes (1 em 35) estes sintomas5 são graves. Mas um em cada seis pacientes (17%) que estavam tomando placebo6 também apresentou sintomas5 semelhantes aos da descontinuação quando pararam. Considerando os efeitos inespecíficos, como evidenciado nos grupos placebo6, a incidência7 de sintomas5 de descontinuação de antidepressivos é de aproximadamente 15%, afetando um em cada seis a sete pacientes que descontinuam a medicação.
1 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
3 Cabeça:
4 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
7 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
O ato de habitualmente morder a boca está frequentemente associado ao estresse e à ansiedade

O ato de habitualmente morder a boca está frequentemente associado ao estresse e à ansiedade

O hábito compulsivo de morder a boca1, tanto os lábios quanto a parte interna da bochecha2, é muito mais comum do que se imagina. Classificado como um comportamento repetitivo focado no corpo, o hábito é considerado mais comum entre aqueles que lidam com estresse ou ansiedade. Em um estudo publicado na revista BioMed Research International, os pesquisadores investigaram a mastigação como um comportamento de enfrentamento do estresse. O estudo aponta que a mastigação sob condições estressantes atenua os aumentos induzidos pelo estresse na corticosterona plasmática e nas catecolaminas, bem como a expressão de substâncias relacionadas ao estresse, como fatores neurotróficos e óxido nítrico. Além disso, a mastigação reduz as alterações induzidas pelo estresse na morfologia do sistema nervoso central3, especialmente no hipocampo4 e no hipotálamo5.
1 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
2 Bochecha:
3 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Hipocampo: Elevação curva da substância cinzenta, que se estende ao longo de todo o assoalho no corno temporal do ventrículo lateral (Tradução livre de Córtex Entorrinal; Via Perfurante;
5 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
Bactérias intestinais produzem hormônio envolvido na depressão pós-parto

Bactérias intestinais produzem hormônio envolvido na depressão pós-parto

Pesquisadores descobriram que a flatulência pode servir a um propósito além de ser desconfortável ou engraçada: o gás liberado por algumas bactérias intestinais estimula outras bactérias intestinais a produzirem um hormônio1 envolvido na gravidez2 e em um tratamento aprovado pela FDA para depressão pós-parto. O trabalho, publicado na revista Cell, mostra como as bactérias intestinais podem produzir novos hormônios a partir de esteroides na bile3 e, ao fazê-lo, agir como um órgão endócrino4. Esta pesquisa aumenta a lista crescente de maneiras pelas quais a microbiota5 intestinal pode influenciar a biologia e a saúde6 humanas. O estudo também fornece novas evidências de que os médicos poderão um dia tratar ou prevenir certos tipos de problemas de saúde6 mental manipulando o microbioma7 intestinal.
1 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
2 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
3 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
4 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
5 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
6 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
7 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
O eczema pode, às vezes, ser causado pela ingestão excessiva de sal

O eczema pode, às vezes, ser causado pela ingestão excessiva de sal

Um estudo publicado no JAMA Dermatology apontou que pessoas com eczema1 (dermatite2 atópica) têm níveis mais elevados de sódio na urina3 do que aquelas sem a doença de pele4, com cada 1 grama5 adicional associado a um aumento de 11% no risco de um diagnóstico6. O risco de ter eczema1 ativo naquele momento também aumentou 16%.
1 Eczema: Afecção alérgica da pele, ela pode ser aguda ou crônica, caracterizada por uma reação inflamatória com formação de vesículas, desenvolvimento de escamas e prurido.
2 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
3 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
4 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
5 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
Vermes parasitas que residem no intestino abrem a porta para vírus perigosos, facilitando as infecções virais

Vermes parasitas que residem no intestino abrem a porta para vírus perigosos, facilitando as infecções virais

Os vermes intestinais infectam cerca de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Algumas regiões onde esses vermes são endêmicos também apresentam taxas excepcionalmente altas de doenças infecciosas, como a malária. Agora, um estudo publicado pelo periódico Cell descobriu que, com seu efeito no revestimento do intestino, um parasita1 auxilia outro agente infeccioso. Foi demonstrado, especificamente, que a coinfecção por helmintos2 aumenta a suscetibilidade de vários flavivírus neurotrópicos.
1 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
2 Helmintos: Designação comum a diversas espécies de vermes endoparasitas, pertencentes aos filos dos platelmintos, asquelmintos e outros de afinidade taxonômica incerta; verme.
Suplementação de vitamina D durante a lactação deve ser para a mãe ou para o bebê?

Suplementação de vitamina D durante a lactação deve ser para a mãe ou para o bebê?

Ensaio randomizado1 e controlado, com publicação online pelo periódico Pediatrics, diz que a suplementação2 materna de vitamina3 D pode ser uma alternativa à suplementação2 do bebê com a obtenção de resultados que satisfazem as exigências nutricionais do bebê.
1 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
2 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
3 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.

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