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Sofrer crises convulsivas pela primeira vez foi associado a um maior risco relativo de cânceres neurológicos e não neurológicos no período de 1 ano, de acordo com um estudo publicado no JAMA Neurology. Em comparação com a população geral, a taxa de incidência1 padronizada foi de 76,1 para cânceres neurológicos e 2,32 para cânceres não neurológicos. A crise convulsiva pode ser um marcador clínico precoce de câncer2 oculto, especialmente de doença metastática3 ou avançada.
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A semana de 25 a 31 de maio trouxe novidades relevantes em obstetrícia, pediatria, neurologia, cardiologia, cirurgia, entre outras especialidades. Destacaram-se alguns estudos de maior apelo clínico, como um publicado pelo JAMA cujos dados associaram menos tempo sentado e mais movimento leve na gestação a menor risco de complicações; e um publicado no JAMA Neurology que apresentou um modelo de estadiamento biológico da doença de Alzheimer1 por biomarcadores plasmáticos. No campo terapêutico, destacam-se as aprovações da Anvisa para rimegepanto na enxaqueca2 e para a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic no Brasil.
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Uma terapia gênica experimental para uma forma rara de surdez genética restaurou com sucesso a audição em crianças e adultos, com melhorias que duram pelo menos 2,5 anos, de acordo com um estudo publicado na revista Nature. Pacientes com 18 anos ou menos apresentaram os maiores ganhos em audição e capacidade de reconhecimento da fala. Adultos que receberam a terapia também apresentaram melhorias, embora o efeito tenha sido menor. No geral, 90% dos participantes tiveram melhora na audição, com metade atingindo níveis normais ao final do estudo, após 2,5 anos.
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Em um estudo randomizado1 controlado por placebo2, publicado no The Lancet, adultos com obesidade3 e transtorno por uso de álcool apresentaram uma redução maior nos dias de consumo excessivo de álcool com o uso de semaglutida. A semaglutida também foi associada à diminuição do consumo geral de álcool e dos níveis de fissura4, além de melhorar os marcadores biológicos da saúde5 hepática6. Os pesquisadores sugeriram que o agonista7 do receptor GLP-1 pode ajudar a reduzir a lacuna no tratamento do transtorno por uso de álcool, que atualmente conta com poucos medicamentos eficazes e amplamente utilizados.
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Pacientes que receberam um cardioversor-desfibrilador implantável subcutâneo1 (S-CDI) não apresentaram problemas ao dispensar o teste de desfibrilação, segundo o ensaio randomizado2 PRAETORIAN-DFT, publicado na revista Circulation. A omissão do teste de desfibrilação após o implante3 de S-CDI, guiada pelo escore PRAETORIAN, não aumentou o risco de falha no primeiro choque4 para arritmias5 ventriculares espontâneas e reduziu o risco do procedimento sem aumentar as revisões do S-CDI.
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A proteção cardiovascular com agonistas do receptor GLP-1 pode beneficiar pacientes submetidos a certos procedimentos transcateter, de acordo com dois estudos observacionais publicados no JSCAI. Quando usado como adjuvante no implante1 transcateter de válvula aórtica (TAVI), a tirzepatida (Mounjaro, Zepbound) reduziu os eventos de insuficiência cardíaca2 no primeiro ano após o procedimento. Em outro estudo, eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) em um ano também foram significativamente reduzidos entre usuários de medicamentos GLP-1 submetidos a angioplastia3 de carótidas4 com stent.
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As semanas 20 e 21 de 2026 (11 a 24 de maio) reuniram aprovações regulatórias importantes e publicações de impacto em oncologia, hematologia, infectologia, nefrologia, reumatologia, dermatologia, pneumologia e endocrinologia. Entre os destaques estão a aprovação do Enhertu no câncer1 de mama2 inicial e do atezolizumabe guiado por ctDNA para o câncer1 de bexiga3; e os resultados do ensitrelvir na prevenção da COVID-19 e do telitacicepte na nefropatia4 por IgA.
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Nova campanha da SBIm esclarece como vacina1 materna contra o vírus2 sincicial respiratório (VSR) e nirsevimabe podem proteger bebês3 nos primeiros meses de vida. Entenda quando cada estratégia é indicada, o que está disponível no SUS e como interpretar as diferenças entre bula, PNI e recomendações das sociedades científicas.
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Um aumento de 10% na ingestão de alimentos ultraprocessados foi associado a menores pontuações de atenção e maior risco de demência1 em um estudo transversal, publicado na revista Alzheimer2's & Dementia: Diagnosis, Assessment & Disease Monitoring. As relações persistiram mesmo em pessoas que seguiam uma dieta mediterrânea3, sugerindo que o processamento de alimentos propriamente pode influenciar a saúde4 cognitiva5. Nenhuma relação foi encontrada entre a ingestão de alimentos ultraprocessados e as pontuações de memória.
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Em estudo publicado na revista Cell, cientistas criaram o primeiro mapa detalhado dos receptores olfativos no nariz1, alcançando avanços semelhantes aos já obtidos para a visão2, a audição e o tato. O mapa revela que os receptores olfativos são altamente organizados em faixas compactas, de acordo com o tipo. As descobertas fornecem conhecimentos fundamentais necessários para desenvolver melhores terapias para a perda do olfato.
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