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A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou um comprimido de uso diário capaz de reduzir os níveis de colesterol1 para valores muito inferiores aos alcançados com as estatinas. Em ensaios clínicos2, o enlicitida (nome comercial Lipfendra) demonstrou que pode reduzir os níveis de LDL3 para 50 ou 60, ou até menos. Adultos que não utilizam medicamentos para reduzir o colesterol1 geralmente apresentam níveis acima de 100. O fármaco4 atua inibindo a proteína PCSK9. A aprovação do medicamento baseou-se em dois ensaios clínicos2 de fase III nos quais o enlicitida reduziu os níveis de colesterol1 LDL3 em 56% e 59%, respectivamente, em comparação com o placebo5, na 24ª semana.
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Um estudo clínico envolvendo mais de 3.600 pacientes avaliados por dor torácica demonstrou que a doença hepática1 gordurosa estava associada a uma taxa quase duas vezes maior de ataques cardíacos e eventos relacionados. Exames de tomografia computadorizada2 cardíaca revelaram que indivíduos com gordura3 no fígado4 apresentavam uma quantidade substancialmente maior de placas5 moles (propensas à ruptura) nas artérias coronárias6, evidenciando um mecanismo que ajuda a explicar o risco elevado nesses pacientes. Os resultados, publicados na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, reforçam a ideia de uma conexão fígado-coração, na qual o excesso de gordura3 e a inflamação7 no fígado4 impulsionam alterações nas artérias coronárias6 capazes de levar a ataques cardíacos.
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O tratamento com o oligonucleotídeo antisense1 experimental bepirovirsen levou à cura funcional em um a cada cinco pacientes com infecção2 crônica pelo vírus3 da hepatite4 B (HBV), conforme demonstrado pelos estudos de fase III B-Well 1 e B-Well 2, com resultados publicados no The New England Journal of Medicine. Entre os pacientes que faziam uso de terapia estável com análogos de nucleosídeos ou nucleotídeos, 20% e 19% daqueles tratados com bepirovirsen nos dois estudos, respectivamente, alcançaram a cura funcional na semana 72, em comparação com nenhum paciente no grupo placebo5.
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Mapas espaciais da expressão gênica em embriões humanos ao longo de várias semanas do desenvolvimento inicial oferecem insights sobre os programas moleculares que impulsionam a organogênese. Em artigo publicado na Nature, pesquisadores apresentaram um atlas1 espaço-temporal de alta resolução de embriões humanos completos, capturando os detalhes moleculares da formação inicial dos órgãos.
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Uma vacina1 personalizada experimental para melanoma2 ressecado cirurgicamente demonstrou benefícios duradouros na redução dos riscos de recorrência3 e disseminação à distância, conforme revelou o acompanhamento de 5 anos de um estudo randomizado4, publicado no Journal of Clinical Oncology. A adição da vacina1 de mRNA intismeran autogene ao pembrolizumabe (Keytruda) em casos de melanoma2 ressecado nos estágios IIIB-IV reduziu o risco de recorrência3 ou morte em 49% e o risco de metástase5 à distância ou morte em 59%.
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Estudo publicado na Nature mostrou que, ao contrário do observado em tumores fora do cérebro1, a privação de andrógenos2 em modelos de glioblastoma ativou vias neuroinflamatórias e o eixo hipotálamo3-hipófise4-adrenal, elevando glicocorticoides e favorecendo um microambiente tumoral imunossupressor5. Os achados sugerem que a influência dos hormônios sexuais sobre a imunidade6 antitumoral varia conforme o órgão afetado.
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O tratamento adjuvante do câncer1 de pulmão2 de células3 não pequenas (CPCNP) com fusão do gene RET, após cirurgia ou radioterapia4 com intenção curativa, conta agora com um novo padrão de tratamento, relataram pesquisadores. Em um estudo de fase III, publicado no The New England Journal of Medicine, envolvendo pacientes submetidos a tratamento definitivo para doença em estágios II a IIIA, a sobrevida5 livre de eventos em dois anos atingiu 92% com o inibidor oral de RET selpercatinibe (Retevmo), em comparação com 61% no grupo placebo6.
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Uma vacina1 personalizada para tratar o glioblastoma é segura e desencadeia respostas imunes robustas e amplas, que parecem aumentar a sobrevida2 livre de recorrência3 em um subgrupo de pacientes após a cirurgia, de acordo com um estudo publicado na Nature Cancer4. O novo tratamento utiliza moléculas de DNA modificadas, projetadas para estimular o sistema imunológico5 do paciente a combater o câncer4. No estudo, dois terços dos pacientes não apresentaram progressão do câncer4 seis meses após as cirurgias, e dois terços sobreviveram por um ano. Um terço dos participantes continuava vivo após dois anos, o que representa o dobro da taxa histórica de sobrevida2 para essa população de pacientes.
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Um robô vestível, pesando pouco menos de um quilograma, melhora a função do joelho em crianças com atrofia1 muscular espinhal (AME), segundo uma pesquisa publicada na revista Nature. O dispositivo oferece treinamento de resistência, personalizado para o indivíduo, para crianças que não conseguem caminhar devido à AME. Em comparação com as avaliações iniciais, após utilizarem o robô por seis semanas, seis crianças com idades entre 6 e 10 anos conseguiram levantar-se a partir de uma posição sentada mais baixa, apresentaram um aumento de 20% na musculatura do quadríceps e conseguiram gerar mais do que o dobro de força ao flexionar os joelhos.
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Os transtornos mentais são, atualmente, a principal causa de anos vividos com incapacidade em todo o mundo, sendo responsáveis por mais de 17% de toda a incapacidade global, de acordo com um estudo publicado no The Lancet. A maior carga de transtornos mentais é observada entre indivíduos de 15 a 19 anos e mulheres de todas as idades, impulsionada em grande parte por transtornos de ansiedade e depressivos.
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